então não me venha com saudades chorar me fazer sentir respirar o Amor que eu não ouso afogar esse que você me dá é amor e é coadjuvante do seu Medo e da sua Conveniência frios e indelicados demais pra mim meu Amor não se alimenta de saudades lágrimas que não juntam não são Lágrimas mas sorrisos amarelos de adeus antes outro Sorriso o vestido de alça pendurado no ombro quase caindo ou será o tremular da roupa do teu corpo nu ou Sorriso com os olhos pés pra frente e pra trás sem a menor intenção de se equilibrar e voz de amar eu sou eu estou mas não adia não exagera ou um dia eu passo
não estranhe a pontuação leia como quiser recomendo que não se engane ou que se engane com as maiúsculas
nesse achados & perdidos me dirão os que se creem achados que sem Limites acabamos nos perdendo e perdendo também o sentido e dirão outros quem quiser que os chame de perdidos somente sem limites é que podemos entender somos Perdidos mesmo e o sentido é este cada um escolhe
confesso que sou o Culpado não tirei todas as demarcações as quebras de linha ainda estão ai pra se ver alguma coisa especial nisso tudo
eu vejo o texto e você
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
Relógio
Era como um uniforme: a camisa pesada, o sapato desconfortável, a calça, e a mesma cabeça de ontem. Olhando no espelho, sentiu que se tirassem o corpo, a roupa ficaria ali em pé sozinha, encarando seu reflexo. E quando saiu andando, foi a roupa que fez força: o corpo apenas aceitou. O corpo já havia sido prometido à roupa. Era casamento arranjado.
Buscou um toque de vaidade, procurando com um olhar morno, de quem sabe - não é fato, mas sabe - que o ontem se projeta no hoje. A mão, se demorou, não foi por fraquejar, mas desviar. Era o pulso livre, que não condiz com o matrimônio celebrado. Faltava. Quando soube, a mão foi certeira. Pontualidade calculada. Nem mais nem menos. Agora era ele, de relógio. Ele e O Que Ele Deve Ser: até que a morte os separe.
Pensando em rabiscos II
Não me decifra, Eu não
Pedi, eu só disse
O que precisava sair
E respirar. Puro ar.
O meu é de dentro
Para fora, eu
Expus, me expus.
O seu não deve ser de dentro
Para fora. De fora
Para dentro. Mas saiba que quando tenta me decifrar
Não dirá nada
Sobre mim ,
Sobre você.
Pedi, eu só disse
O que precisava sair
E respirar. Puro ar.
O meu é de dentro
Para fora, eu
Expus, me expus.
O seu não deve ser de dentro
Para fora. De fora
Para dentro. Mas saiba que quando tenta me decifrar
Não dirá nada
Sobre mim ,
Sobre você.
Pensando em rabiscos
Esses olhos teus
Me empresta?
Reflexo
Refletem o mundo
Refletem os meus
No mundo
Seu
Me empresta?
Reflexo
Refletem o mundo
Refletem os meus
No mundo
Seu
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Carta ao irmão
Estou surpreso como não poderia deixar de estar. Mudei na mudança.
Estou indo tão mais longe agora
Do que quando quis longe
Acho que tem que ser compulsória
Não pode ser escolha
Não pode ser tão livre
A liberdade carrega uma certa leviandade
De quem faz por prazer
Tem que ser um pouco sofrido
No mínimo um pouco
E tem que ser em conjunto
Não se faz drama sozinho: drama se faz a dois.
Mesmo que seja pra deixar de ser.
E no que mudei?
Em mim, nos meus olhos, no meu respirar, nas lágrimas, nas palavras.
Estou em algum tipo de comunhão ingrata que não quer deixar de ser, e se alimenta do nada.
Precisa do nada: se for preenchido, acaba.
Se tenho escrito?
Não, só falado.
E lido.
E chorado, dançado.
Parece que tô dançando o tempo todo: tentando seguir
um ritmo.
Hoje eu tava de um jeito.
Até que resolvi botar uma música alta
Lembrei sabe, da C., que diz que põe música e dança
no quarto. Só no quarto? Na vida.
Não era isso, mas eu lembrei da C.
Coloquei uma música
deitei na cama e fui me esticando,
ou contorcendo.
De repente tive vontade de chorar
e comecei a chorar, não tem mistério.
A música guiava meus movimentos
me encolhendo ou tentando expulsar
Deixando respirar e depois
atacando.
Acho que cheguei num nível de profundidade que tudo
me provoca de uma forma inimaginável
você imagina? eu não consigo ter
raiva, não consigo ter dó.
Eu passei, passei com tudo
que poderia levar do que já não
é.
E não é
nem fingimento.
E o que me resta, ... É
E o que me resta, ... É
engraçado, porque de verdade, o que me resta é
. Tudo
domingo, 13 de novembro de 2011
Soluço
Não peço rascunho para falar de liberdade. O mínimo que posso fazer é soluçar, deixar sair. O soluço é livre, penosamente livre. Espontâneo, me puxa do fundo e me chama à superfície. Antes eu não queria a superfície. A verdade é que eu quis ir ao fundo, desconstruir tudo. Na falta de crenças encontrei palavras. Na ausência me encontrei. Afinal: quem é que respondia quando chamavam meu nome?
Não sei se a falta de consciência toma a liberdade. Acho que não: quem me toma a consciência senão eu mesmo, livre, escolhendo a superfície? Forjando sem perceber e deixando forjar o meu Tipo, que bem poderia ser meu rosto. Tantas ações feitas por ninguém senão pelo Tipo, pintado na parede. Não há brechas para a lacuna, para a página em branco. O Tipo diz o que achar. E é obvio, porque eu sou o tipo; já que daqui a cem anos, estando morto, quem responderá por mim será aquele retrato pendurado. Não há motivo para não ser assim.
Dando susto e fazendo pular da cadeira, a moldura do quadro soltou: ele caiu e quebrou. Olhei pra ele, desamparado no chão, e percebi que não acreditava mais nele. A superfície não era mais lugar pra mim: só restava ir ao fundo. E foi lá que me vi como sou: tão claro no que me define, tão impreciso no que não me tange. É assim que deve ser, não? Por que responder ao que não me move? Assustei-me ao perceber a quantas coisas era indiferente.
Não sei se a falta de consciência toma a liberdade. Acho que não: quem me toma a consciência senão eu mesmo, livre, escolhendo a superfície? Forjando sem perceber e deixando forjar o meu Tipo, que bem poderia ser meu rosto. Tantas ações feitas por ninguém senão pelo Tipo, pintado na parede. Não há brechas para a lacuna, para a página em branco. O Tipo diz o que achar. E é obvio, porque eu sou o tipo; já que daqui a cem anos, estando morto, quem responderá por mim será aquele retrato pendurado. Não há motivo para não ser assim.
Dando susto e fazendo pular da cadeira, a moldura do quadro soltou: ele caiu e quebrou. Olhei pra ele, desamparado no chão, e percebi que não acreditava mais nele. A superfície não era mais lugar pra mim: só restava ir ao fundo. E foi lá que me vi como sou: tão claro no que me define, tão impreciso no que não me tange. É assim que deve ser, não? Por que responder ao que não me move? Assustei-me ao perceber a quantas coisas era indiferente.
Só que eu não tinha passe para ser indiferente a tudo isso. Não podia: lá de cima todos me olhavam com cara de confusos, e apontavam. De início pouco liguei, mas com o tempo fiquei incomodado. Não dava. Não podia ser lacunoso diante de tantas perguntas e decisões. Hoje, diga-se de passagem, já são mais dez a responder: estão na listinha aqui ao lado, esperando o fim do texto.
O soluço me chamou: precisava de um novo Tipo. No auge da consciência pude montá-lo, pintá-lo, dar os retoques. Pude preencher os espaços vazios com o conteúdo que sobrava em outros cantos. Espaços vazios estes que responderiam por mim no futuro. Abracei a consciência como amante, e ela me disse todas as verdades sobre mim ao pé do ouvido. Só que eu sou um péssimo amante: resolvi chutá-la. Ela me deixou nu em público, diante de todos. Eu não esperava isso. Pelo menos posso dizer que valeu a pena: agora sei como me pareço, e pude pintar no quadro um Tipo que responda melhor por mim.
Espero que eu o deixe falar por mim.
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Ainda não gosto muito dele: escreveu um texto tão diferente do que eu acreditava ser. Mas ele me olha agora, dá de ombros e diz: "É assim que você se parece, e deveria ser."
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
Uma nova ideia
Fiquei muito tempo sem escrever. Recentemente, surgiu a vontade de mãos dadas com várias ideias. Tenho respeitado todas, as que querem pular pro papel e as que querem crescer. Algumas, talvez até as mais fascinantes, ainda precisam ficar encubadas. De vez em quando sairão textinhos como os antigos. Não é o caso deste agora, apesar de não ser tão grande. Ele é o início de uma das novas ideias que mais me fascinam. A ideia surgiu na minha mente com a pretensão de ser grande. No entanto, queria deixar um pedacinho dela ver um pouco de luz, enquanto mantenho o resto em cativeiro: alguns pedaços até rascunhados já. Não sei se novos pedacinhos respirarão ar puro em breve, ou se sairá tudo de uma vez no futuro. Tudo dependerá dos rumos que a ideiazinha tomar e, principalmente, da minha vontade.
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Caindo
Como uma folha
Intensa com cada rajada de vento
Aceito cada nova tendência: aumentar
Não rejeito: diminuir
E diminuo.
Até cair: elegante, sem tirar nada do lugar.
A introdução e os primeiros versos
Já estava
desforme, seu contorno queria ceder ao reboliço interno. Quinze passos até o
banheiro. Tirou o cinto e deu dois passos até a pia. Duas enxaguadas de rosto.
Um passo até o balcão, mais um de volta até a pia, de posse da escova de dente.
Uma escovada rápida, outra cuidadosa entre os dentes. Dane-se o fio dental.
Mais cinco passos até o quarto, contados a partir do balcão. Dane-se a roupa de
dormir, bastava tirar a calça e estava pronta. Cada passo agitava ainda mais
aquela mistura interna, e a força feita para se manter coesa era colossal.
A fôrma da qual precisava
encontraria talvez ali sobre a cama, sabia bem. Deitou-se, ficou sentindo os
segundos passarem, fitando o teto. Irritou-se quando viu que para ele o tempo
não passava. Como pode?
Meteu-se a procurar a fôrma sem os
olhos, para que pudesse se derramar e reservar, como se faz com gelatina
quente. Bem que queria acordar com forma. Que fosse definitiva uma coesão que
até então só durava um dia e precisava ser renovada toda noite. Estaria pronta.
Pronta. Com o sabor que a vida lhe pedia, entregar-se-ia ao passar dos dias
para ser digerida aos poucos, ora degustada provocantemente, ora triturada com
ansiedade: um desgaste que feito assim não traz prazer algum.
Enquanto passava os dedos sobre a
borda de madeira da cama, percebia que até isso tinha medo de perder. Aquela
cama que na verdade eram todas as camas de solteiro sobre as quais já tinha se
deitado, dentro de todos os quartos aos quais já chamara de seus. Eram uma só cama
e um só quarto. Reviveu seu dia ali deitada, procurando os sabores. A
proximidade de uma mudança da qual não estava mais certa tirava o gosto das
coisas. Quando havia algum gosto, era azedo. Mastigar o dia fora tão difícil
que preferia que lhe mandassem mastigar sua própria cama. E os dedos corriam
sobre a madeira, acompanhados pela força que fazia ao morder o ar. Triturar o
ar. Faltava pouco para agarrar a cama com força e dar-lhe uma dentada. Parecia
ser a única forma de sentir o que era seu com intensidade.
Intensidade. Era isso. Faltou
intensidade no que fora seu. Deixar pra trás aquilo sem dar um desfecho
intenso, com cores berrantes e que não deixassem esquecer… ou quem sabe até uma
suavidade pitoresca, notável pela fluidez perfeita dos tons: algo que não é
intenso em si, mas quem sente percebe toda a intensidade… Deixar pra trás
assim: era isso que não queria fazer. Percebia que o problema não era aceitar,
era aceitar agora. Mas que diferença fazia? Por mais que agarrasse, beijasse,
com toda a força do mundo, se dissesse “não agora” seria o mesmo que “não”. É a
rejeição. O que importa é o agora. No futuro Ela não seria a mesma, ninguém
seria o mesmo. Não existe futuro para quem está vive agora.
Mas também, será que essa é minha
desculpa? Será que darei sempre essa desculpa? Não agora. Não agora. Parece que
trato com uma criança. Depois. O doce? Depois. Brincar? Depois. Não agora.
Agora não.
E foi então que se propôs
investigar. Soltou a madeira. Relaxou a boca e deixou de morder o ar, que,
aliás, já virara farofa. Mirou o teto, aproveitou o escuro e pediu que se
iniciasse o filme das memórias. Sem coesão. Que se dane a coesão a essa altura!
Queria as cenas, buscando intensidade: a palavra-chave da sua desculpa, ou quem
sabe o consolo para a aceitação. E o cinema teve início.
Suspirou, beijou, riu, tremeu.
Doeu. Gritou. As pernas tremeram, suou frio, desmaiou. Fez amor. Fez sexo. Até
transou. Chorou. Viu chorar. Consolou, sentiu dó, deu de comer. Até salvou uma
vida, pode-se dizer. Naquele dia salvou. Cochilou. Bebeu muito. O que
aconteceu? Cochilou. Qualquer um diria que o roteiro básico pela vida estava
feito. Mas era muito hollywoodiano, era a receita. Faltava intensidade. Faltava
o fermento.
Dormiu.
Sentou-se à mesa, olhou para frente
e sorriu. Um sorriso voltado para o futuro, carregado de aceitação presente e
expectativa: o sorriso era um projeto. Não era falso, amarelo, porque o projeto
era real, vivo e estava ali. Tinha contornos claros, definidos até demais. Dentro
daqueles contornos Ela podia definir a si mesma. Não tinha medo de projetos,
Ela mesma havia sido um por muito tempo. E agora que era projeto concluído,
fazia os seus próprios. Mas se não era medo, também não poderia dizer que
estava satisfeita. Sentia ali que era um projeto concluído com defeito: não
refletia os objetivos de quem fizera a engenharia e, por isso, fazia brotar uma
dúvida sobre todos.
Sendo observada do lado oposto, leu
o cardápio. Delicada formalidade de quem conhece as opções melhor que o garçom
contratado há cinco dias. Delicadeza com a qual acreditou brindar o rapaz que
estampava um sorriso enorme no rosto ao cumprir as pequenas normas de sua
função há pouco conquistada e da qual humildemente se orgulhava. Devia
honrá-lo. Honrar. Riu.
“Nada não, rio de mim mesma. Estou
lendo este cardápio como se ainda houvesse algo por descobrir. Ou como se o
dono do restaurante fizesse seu trabalho com o mesmo carinho que faz esse
garçom novo e tivesse tentado procurar alguma novidade para pôr aqui.”
Disse tudo de uma vez e baixou os
olhos novamente ao cardápio. Dessa vez não para honrar alguém, mas para fugir
dos olhos que a encaravam com curiosidade ímpar. Desembuchara tudo de uma vez,
e não tivera tempo nem de respirar. Recebeu risos e o comentário que sabia que
teria de volta. Odiou o gosto daquela previsibilidade. E do outro lado da mesa,
alguém gostava daquilo. Ao sentir isso, viu o projeto dentro de uma caixinha,
guardado no bolso do que se dizia seu par, prestes a ganhar o mundo. Ela não
desgostava, era mais como um pouco de nojo. Era feia aquela sua imagem definida
pelos contornos que deslizavam sobre a mesa. Queria desviar o olhar, deixar
para depois. Para isso seria necessário garantir que a caixinha continuasse
guardada. Seria preciso desviar outro olhar que não o seu:
“Eu rio, mas acho sério. A inércia
é a lei das nossas vidas. Nós vivemos a mais completa falta de criatividade.
Viver bem e viver mal são tão parecidos no seu jeito mais terrível: a inércia.”
Nada. Sentia a caixinha vibrando,
querendo respirar. Insistiu de forma infantil:
“E, no entanto esse pobre rapaz é
forçado a sair dela. Ora, se nem o porco do dono do restaurante sai!”
Quando a última palavra tomou o ar,
teve a plena percepção de como soou. Sentiu raiva de si mesma, pois deu a deixa
para uma resposta tão obvia quanto a anterior. Dessa vez a culpa era dela: o
projeto se alimentava do obvio, e saltava querendo mais.
“É, eu sei, a esquerda já está fora
de moda. Longe de mim. Nunca foi sobre isso.”, desistiu.
Foi então que o simpático garçom
trouxe-lhes a bebida que já tinham pedido, e fez-lhe o favor de pôr fim ao
momento perguntando se desejavam pedir a comida. Ela fez que sim, e foi
acompanhada do outro lado da mesa. Era a chance de seguir na falta de
criatividade e insistir desesperadamente contra o seu retrato que estava sobre
a mesa.
“Vou querer arroz, feijão e bife
com batata frita.”
Duas risadas brotaram: uma
desconcertada e a outra achando graça mesmo. Estavam trocadas: Ela queria pôr
sem graça a risada que estava sentada, e que a de pé achasse graça. Tudo
parecia dar errado, e Ela mesma achou cômico quando se percebeu desejando ter
um plano melhor.
Eu quero um plano contra o plano.
Aquele contra o qual lutava parecia
infalível, estava em estágio muito avançado. Sem forças para mais besteiras,
alimentou o projeto com um pouco mais do obvio. Foi acompanhada, como era de se
esperar. Que passasse o tempo.
De repente, já acabara de comer e
olhava para frente, tentando ser absorvida na conversa. Sentia a caixinha
vibrar mais do que nunca, e ela quase saltava do bolso. Faltava pouco, poucas
palavras, meras formalidades de uma falsa vergonha que era fingida pra Ela.
Logo pra Ela, que nunca exigira um conto de fadas.
Foi feito o silêncio, os olhares se
cruzaram e a caixinha encontrou sua hora. Saltou do bolso, levou consigo uma
das mãos e meia dúzia de palavras. Quando se abriu, Ela pôde ver que lá dentro
estava sua imagem, ou pelo menos alguém que parecia com Ela. Aquela imagem
antes projetada era matéria pura dentro da caixinha. Diante disso não pôde
dizer mais do que o obvio, e assim se deu sua aceitação. Foi sugada e de
repente já era como a caixinha lhe mostrara que seria.
Chegava a sua casa do trabalho,
esquentava a comida congelada, servia os seus à mesa e comia sua ração. Via TV.
Chorava, ria e no final fazia sexo. Já aceitara plenamente o significado da
palavra “obrigações” e só dormia para acordar no dia seguinte.
De repente, velha, sentiu que
morria.
Acordou com forma, com a coesão de
uma gelatina, que treme toda, mas não cede: caíra da árvore, madura e doce como
o mundo pedia. Mas graças ao bichinho que lhe picara na noite anterior,
começava a apodrecer.
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