Acordada havia quinze minutos ou três horas, olhando o texto e bem fugindo da luz nublada lá de fora. Esquecida de nadar contra o fluxo, não levantava. Em momento algum se perguntaria o porquê de sair daquele estado. Sairia quando saísse. Que ser sabido de onde olhar poderia entender isso? Ser, sido. Levantou para comer. Fome não tem nome.
Fome não tem nome
Sem porquê
Somos nós: o câncer que se sabe
Que não vence
Ego inexistente
Aceita desexistir.
Desexistir
Desistir
De existir.
(Não é morrer)